quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hoje, 28 de Setembro de 2011, quinta-feira, às 21h.

Estação de Trem, sentada a um banco de costas para os trilhos, não favorecendo os pensamentos suicidas.O Relógio marca 15h e 32m, observo o andar apressado das pessoas, a vagareza de outros, as risadas de alguns, as faces amarradas de milhares.
O trem para, as pessoas desembarcam, outros embarcam e o trem continua. Em alguns momentos tenho a leve impressão de que a penumbra de minha mente me estagna naquele assento, os relógios e os trens podem caminhar e passar da forma intermitente que desejarem, não irei me mover.
Acho tão belo que as formigas consigam viver em colonias, porque nós não consigamos? Talvez se o ser humano não tivesse senso crítico e personalidade seria mais fácil, de que importa esse assunto que inicio, minhas palavras estão tão confusa quanto a minha mente.São tantos devaneios, como é possível um ser humano ser tão concreto e tão utópico como esse?Não tem como descrever tamanha podridão de muralhas, de preconceitos, de medos, de amarras que o tempo me proporcionou. 16h é o que marca o imenso relógio da estação. Pra fora da estação vejo uma outra multidão, mutilada pelo tempo. O Tempo é o Sr. de tudo uma balela, o tempo é a coisa mais ingrata que um ser humano pode ter, com o tempo você cresce, amadurece, modifica, envelhece, que graça tem ver as coisas passarem, passarem e passarem por você. Qual o sentido da vida se o tempo te dá e ele mesmo te toma.Qual a gratificação que temos nisso, você perdeu por que perder faz parte, não é? O tempo muda tudo, dá tempo ao tempo.Quando criança o tempo parece ser tão bom, nos permite mais horas, pois aquilo não conhecemos, então parece que aproveitamos ou  relaxamos, você nasce com alguém lhe trocando as fraldas e pode morrer com alguém lhe trocando as fraldas. Sabe o por que de tudo isso, O BELO E BOM TEMPO.
Com tanta balela e literatura pobre, nem percebi que estava a beira dos trilhos.
Hoje, 28 de Setembro de 2011, quinta-feira, às 21h.

domingo, 11 de setembro de 2011

Santidade

De fronte ao livro sagrado, de joelhos em grão, prostrados, descrença da chama, em nome "dele". Lençóis acinzentados, colchão de espuma fria, cabine de grade, passava horas na mesma posição, horas de murmúreos, tocos de parafina por toda a grade, suor, batina e sangue.
Os joelhos nos grão, parafina em ardência escorrendo por sua pele branca entre os pelos do peito, colarinho ao chão, simbolismo e ritualismo de subversiva glória. Apanha o coro curtido em sol, aponta-o a cima de sua cabeça, estrila os ganchos pontiagudos, em voraz movimento e canto se surra. 
A carne se esfarrapa por entre o couro de sua voz, água benta escorre por seu corpo, mas um golpe, mutila-se como carne de segunda, a chama balança no pulsar de Gregório " Ó Pai, amai-vos e respeitai-vos, ensinai-vos que não a canto sem dor, nem glória sem ardor."
Em sua carne a marca do sagrado, mutila-se e arranca a carne do pecado em golpes de fanatismo. Descansa sobre a tina e cura suas feridas com seu próprio sangue, levanta-se com dificuldade e atira-se na tina de fé em nome "dele". 





terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cimento e Cal

Apoiado em um muro cru em cimento, uma vertigem afoitando o amago. Cabeça recostada em um mini pedregulho pontiagudo, acochando os pensamentos e dilatando minhas pupilas. Cabelos lambidos e escorridos como água fria, mãos tenes, frias e suadas. Vestimenta precária, sapatos com boca de anfíbio alargadas pela jornadas severa de faixas intermitentes.
Recostado, passante comum. De memória curta, sem armazenamento suficiente para tamanha amargura e contrarrupturas de laços. Severo olhar que observa o vazio de sua própria mente, não consegue ter lembranças, sensações, nem ao menos aflições da escuridão. Sua mente é corroída por pedregulhos arenosos como sua pele. 
Busca formas de se criar cicatrizes as imensas feridas, coaguladas, nos coágulos muitos mosquitos, presos em um sangue morto, fedentino.  
O tempo cruel de um verão a pino entrelaça suas mazelas e maresias. Vira-se de costa e esfrega vagarosamente sua face nos pedregulhos do muro mal acabado, raspa sua pele como se banha-se em água corrente todas as suas características, vivencias, formas, sentimentos e sentidos. Lava-se sem pudor todo o corpo em meio as frestas de reboco, as pupilas lacrimejam as gotículas de sangue que escorrem por entre sua face. Depila-se com voracidade, customiza seus traços, lavando também o muro com seu sangue, estende as mãos em palmas, a escorrega devaneando e trocando as digitais.
As pupilas aos poucos vão voltando ao normal, ascende um cigarro, rasga as barras das calças e nasce um novo ser, pronto pra ser dilacerando nos muros novamente.



domingo, 17 de julho de 2011

Lies

         Descendo as escadarias, luz vermelha de contra, scarpan, fogo a frente se alastrando, cruzo a cortina de fumaça, continuo a descer os degraus, a longitude da eternidade, anjos em coro descrevem a descrença de um pobre mortal que caminha em derradeira descida por entre os degraus do fim. Um grito longo frio e prolongado, recobra a vivacidade do ser, regride mais degraus, de contra uma chama avermelhada se alastrando.
De fronte aos anjos em sinfonia, torna a ter de contra uma luz avermelhada, degraus por degraus, atravessa a chama e se vê queimar em penumbra avermelhada de calor. A trilha sonora de sua vida toca com furor e em coro os anjos profanam contra tamanha devassidade de ar. 
Degraus, muitos degraus, finalizando uma simplória passagem de tempo, de redenção. Se prostra de frente a si, implorando ao menos aflição e em inercia os degraus continuam sendo contados, a luz já não pode mais ilumina-los somente a chama, somente o fogo que outrora morrera dentro do oco.
Pirofagias a parte, negro como o céu ele caminha em sua direção, que ainda sim não hesita, nem esboça reação apenas continua sua jornada, como se houvesse marcado tal encontro. Se apossa de seus longos e negros cabelos, invade seu amago, se masturba em nojo, domina sua mente e te rende em meio as chamas, as luzes, os anjos, nos degraus. Sussurra em seu ouvido uma fúnebre mensagem, os anjos se calam em tamanha intriga, e escutam a mensagem, redenção, apenas o sentimento de furor no momento exato de perda.
Em coro, malditos seres sem sexo, cantam, cantam. Ele se recolhe, volta pras chamas em furor. Os degraus se findam, olha para trás e o deus de guerra interna finda sua encenação. Volta a ser mortal. Novo sussurrar dos anjos, ultimo suspiro e separação.
Os aplausos e  fim da narrativa.

Don't Tell Me

       Sol nascente, luz amarelada incumbida de gerar demasiado calor. Rio corrente, folhas sobre a água, caminhar trotado. De Frente a um pequenino espelho, cabelos lisos amarrados por um elástico de dinheiro, olhar distante, cansado, calça desbotada, camisa abotoada, botas courada e por fim fivela enferrujada.
De arreio em mãos, caminhava, trotava pela margem. Parada, lava-se o rosto, arreia o animal e parte em constante galope. Todo dia um pouso diferente, uma taverna pulguenta e mulheres afugentadas de seus vassalos cavaleiros. Seios fartos, ancas largas e sombra rosa em seus lábios. Castigo seria? 
Noites e dias a mesma estapafúrdia rotina e vazio. Todo o caminhar bruto, força bruta, escondem um olhar cansado, mas profundo. Margem do rio, higiene pessoal, na água um reflexo incomum, uma criatura, forte, bruta, observara, botas, calça escura, fivela dourada, cabelos negros, tomou um gole d'água se levantou lentamente e se atracou em um beijo profundo de touro.
Em galope férreo, os dois animais se lambiam, se beijavam, se apertavam, com demasia intensidade, trotavam por entre gramados cobertos pela cerração de noite absurdamente fria e ali prostrados em calor refrigeravam, com tal grau, cada toque quadrupede. 
Por de trás de uma arvore, um cano comprido e longo de olhar atento, sem piscar regurgita metálico objeto e abate os animais.    

sábado, 4 de junho de 2011

Piquenique

Tarde de Sol, toalha quadriculada, frutas, vinho, folhas secas e calor. Um brinde a vida! Música de saudade, lembrança dos velhos e bons tempos. Salutava em te olhar, você como sempre sorridente, encantador, inebriante, me contava coisas que nem conseguia ouvir, seus olhos me tiravam a atenção. Que lábios são esses que se perderam, em qual época isso aconteceu, mãos frias, aproximou-se, entrelaçou seus dedos aos meus, me perguntou se sentia saudade. Por um momento achei que devia dizer a verdade, mas, como sempre sorri e disse sua companhia era importante!Os lábios se enrijeceram em uma piscada mostrou sua reprovação, mais vinho. Mais beijo molhado de saudade, lembrança.
Passei minhas mãos por entre a grama verde, a outra buscava um cacho de uva, me interrompeu. Burlou-me com seus olhos e lentamente colocou uma uva em minha boca, em demasia demora, eu ali esperava sedenta. Percorria por mim uma estadia felicidade, me dissera que em volto aos meus olhos parecia haver plumas, sorri.
O Sol de verão aquecia minha pele e me corava a todo tempo. Timidez sempre timidez, ou seria Sol. Vinho, gosto seco, olhos quentes, pele delicada. A tarde ia se findando, o sol se pondo e nós em pleno fuso horário.
Disse-me que sentia saudades, eu também sinto, o interpelei, mas sabe qual é a sua maior reprovação, ele disse. Respondi que não sabia, respondeu, não ter sido feliz! Talvez em supérflua situação fosse feliz, momentos felizes, felicidade plena não existe dizer que o amor nos faz imensos a ponto de colocar asas em pobre mortais é real, mas dizer que se pode viver um amor pra sempre, só em primavera musical.
Desapontou-me, me irritou, regurgitei as palavras em ásperas lembranças rancorosas. Os olhos se distanciaram o vinho, o sol, a pele, as frutas, a toalha, as lembranças, nos machucamos outra vez, nos ferimos com veracidade, qualquer verossimilhança é coincidência. Em fúria levantou-se e partiu. Deixou-me plantada, com todos os nossos sonhos e lembranças, mais uma vez. Só que dessa vez não deixou fagulhas, apenas a foto de outro alguém em minha toalha


segunda-feira, 16 de maio de 2011

100°C

Lençóis brancos e macios. Emaranhado de tecido, um chá de ervas finas, um livro de sebo e muita solidão.
As palavras em simetria de severa nostalgia, olhos marejados de saudade, mãos frias de inverno, corpo ondulado por magnetismo erótico, caminhava em linhas tortas e escuras. Saltava de pouso em pouso, sua mente devaneava em busca de seus olhos.
Virou a página e o enredo era o mesmo, falta uma meia em seus pés para aquecê-los, levantou-se colocou o chá sobre a cômoda, abriu a gaveta, apanhou o par de meias e calçou-a. Voltou à mesma posição, mas uma página.
Cerrou os olhos e viajou em curvas arrepiadas de seu corpo, molestou-se com um toque sutil, seus olhos a olharem fixamente para aqueles olhos profundos que fogem em tímida euforia de mim, posicionou as mãos em sua cintura e sugou todo o seu ar. Respirou profundamente, escorregou suas mãos mais abaixo e em movimentos leves se contorceu em arrepios.
As páginas amareladas de palavras em frágil dramaturgia foram se distanciando sem poderem ser lidas, escorregou por entre seus dedos, repousando sobre seu diafragma. Em movimentação constante as paginas se inflavam cada vez mais, em um leve balançar musicado por movimentos corporais solitários e frios.
Cada vez, mas o olhar se aproximava carregado de euforia, entusiasmo e saudade. Em cada parede a umidade de um ar poluído por você, a cada movimento a sensação de um desejo nostálgico, a cada respiração a distancia de ti. Os lençóis dançavam, moviam-se como véus em suposta ventania, a cômoda parecia se movimentar, bailar, um estrondo de pulsação, calor, umidade, frenesi, tesão...
Teus olhos se distanciam, o calor permanece em úmido entusiasmo, respiração, saudade, apenas lembrança.
Abro os olhos e percebo que derrubei o chá quente em minha cama.




quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ritmo Quente

Suave como vinho de grande safra, teus olhos hão de me olhar!
Corpo quente a mexer, movendo-se em formas torneadas por uma magia indecifrável, um envoltório de luz lá estava com aquele movimento corporal que contava toda a sua história, todas as suas vontades, desejos, excitação, alegria e o mais impressionante suas tristezas. Como gostaria de passar meus dedos por entre seus cabelos, acolhe-lo em meus braços e dizer que tudo vai passar.
Olhava cada centímetro, cada detalhe de sua forma de exprimir e expressar. Mal podia calcular a distancia que estava de ti e desejando que me olhasse me visse, me chama-se para os nossos corpos se entregarem, se despojarem de tal movimento inebriante.
Fechei os olhos e ouvindo a música deixei meu corpo mexer, seguir seus instintos, arredondados, verticais, agachamentos, sensuais, divertidos, enlouquecedora sensação, podia sentir meu corpo saltar em vôo, parecia flutuar, imaginando teu corpo no meu, tuas mãos.
Arrepiada, suada, com os batimentos cardíacos a estourar em meu peito, abri meus olhos, em um estrondo as luzes se apagaram, as pessoas sumiram em tal breu, uma réstia de luz se fez em minha direção a minha esquerda seu corpo se movia sendo iluminado como o meu, deslizava suas mãos por entre suas curvas e movimentos, fiquei estática a olhar cada movimento, foi se aproximando meu corpo tremulo, olhava de um lado pro outro e a aproximação era fugaz, minhas mãos suavam. Sorriu suavemente, esticou uma das mãos e a outra já estava em minha cintura, encostou seu peito ao meu escorregou levemente, me contornou, me abraçou por trás e se movimentos swingadamente.
A cada movimento meu frenesi aumentava, conseguia acompanhar cada movimento, cada rompimento corporal, que sensação maravilhosa, não queria fechar os olhos para não perder nenhum segundo, olhava em seus olhos de tão pertinho. Olhos que pareciam me devorar, tão intenso... Quero te olhar e não parar mais olhe para mim e me sinta.
Movi minhas mãos por suas costas, músculos torneados, fortes, a canção foi se acalmando ficando mais lenta, seus olhos dentro dos meus, suas mãos me acariciavam, teu corpo no meu, deslizamos por entre os nossos corpos, subiu meu vestido intensamente, abriu sua cinta, entrelacei minhas pernas em teu corpo, abruptamente puxou meus seios pelo decote, entre abriu os lábios devorando-me, puxa-me contra seu corpo pela cintura, mistura de suor, sentimento profundo, intenso, beijava, exprime, apertava, penetrava, esfregava, arrepios, frio, calor, muito quente quase pegando fogo cheguei ao meu ápice.
Estava totalmente despida, satisfeita, em êxtase, abri os olhos e as pessoas me olhando. Sorri, apanhei minhas peças do chão e sai pela multidão.





domingo, 1 de maio de 2011

Sacrifício

Muita areia voando pelos ares, selvageria no caminhar, sons fortes, dores por todo o corpo, suor e sol a pino. Foice, machado, correntes, couro e pele.
Arrastava um peso coberto por um saco de estopa por entre a areia quente, suava como um "porco" no deserto, força brutal, enrijecimento muscular, caminhava como se não carregasse absolutamente nada, simplesmente partia em caminhada em um envoltório de poeira.
Sons cavalares, parou de fronte a um portão de madeira de infinita grandeza, as abas se abriram e continuou arrastando tal pacote, subiu as escadas sacolejando o pressuposto.
Entrou em uma sala iluminada por tochas pegando fogo, pessoas dançavam, como em uma comemoração. Muito ouro, roupas lindas e límpidas. Mulheres charmosas e cobertas por imensa urdimentação. Ao longe uma cadeira maciça aveludada, um Sr. de barba por fazer, forte, com sandálias de couro, figurino um tanto quanto persa, esquivando sobre a imensa poltrona. Duas lindas mulheres o cercavam, suavemente ele acariciava seus seios e beijava seus lábios.
Muita fartura cercava aquele local, risada, dança, bebida, homens e mulheres se misturavam em um jogo de sensualidade corporal excessiva.
O Selvagem se aproximou desfilando com o pacote que arrastara por longo caminho, parou e colocou o pacote em uma mesa marmorizada, coberta por um pano branco. Em seu pescoço bizarro objeto.
O homem de barba por fazer se levantou, olhou fixamente para o selvagem ele baixou a cabeça, se ajoelhou e o tal Senhor foi até o embrulho. Começou a desatar os nos que estavam feitos em uma corda, a cada nó desatado as pessoas presentes se beijam, outras burlescamente eram penetradas por um êxtase, um clímax. Desenrolou toda a corda abriu o saco, um vassalo se aproximou com uma botija d'água onde o homem lavou suas mãos, cuidadosamente e com muita calma. Foi passada a ele uma faca, parecia ser de cozinha, fez um corte em seu braço, naquele momento tudo silenciou. Despejou gota a gota sobre o embrulho e gritou.
Todos berravam insanamente, pareciam ter sido possuídos por algo, gemiam, gritavam. Muitos iam ao chão lambiam o solo em frenesi.
O momento estava mais próximo, o saco foi todo removido, o Senhor de barba por fazer percorria sua língua por aqueles desejos humanos.
Um ser humano retalhado, totalmente servido aos demais como carne em açougue, os presente em fúria correram em direção aos retalhos e se alimentaram daquela vítima, daqueles restos fedentinos da carne, mastigavam com gosto, se beijavam, dançavam e brutalmente famintos comiam os desejos ali prostrados.
O Selvagem se aproximou daquela pocilga e as mulheres o serviram com seus seios, em violenta penetração sobre os dejetos. O pênis da vítima havia sido cortado e pendurado em seu pescoço como colar, mera bijuteria.



sábado, 30 de abril de 2011

Ganhei esse selinho de Lúxuria http://www.luxuriaesubversoes.blogspot.com/

Sái URUCA, vamos na corrente, Sorte!

Sái pra lá OLHO GORDO!rsrs


Bom aí vai algumas indicações, isto é uma meta em amigos....

http://www.hannaellmendes.blogspot.com/ e http://www.noblogmean.blogspot.com/

Vamos na corrente!